Enquanto o início de 2021 foi marcado pelas discussões escolares sobre a volta às aulas, o ano de 2020 é lembrado, nas escolas, pela dificuldade ao acesso à internet e infraestrutura para aulas remotas. A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), com apoio do Itaú Social e do UNICEF, trouxe a Pesquisa Undime sobre Volta às Aulas, que retrata essas discussões geradas este ano e no ano passado.
Para entender o ano letivo de 2020 e quais estratégias as escolas adotaram, o estudo ouviu 3.672 municípios. Para 2021, o estudo faz um levantamento sobre como se deu as estratégias para a preparação de profissionais, os protocolos de segurança adotados e quais as principais dificuldades enfrentadas pelas secretarias municipais de educação.
Segundo o estudo, quase 70% dos municípios declararam ter concluído o ano letivo de 2020 até dezembro, esse índice é predominante nos municípios com população acima de 100 mil habitantes. Dentre essas redes que conseguiram cumprir o calendário escolar, mais da metade o conseguiu através de atividades educacionais não presenciais.
Acerca das dificuldades enfrentadas no ano passado, 78,6% das secretarias municipais afirmaram que o maior desafio foi o acesso dos estudantes à internet. Outras dificuldades elencadas, além da internet, foram: adequação da infraestrutura das escolas públicas municipais; acesso dos professores à internet; planejamento pedagógico; formação dos profissionais e trabalhadores em educação e a reorganização do calendário letivo 2020 e 2021.
O ano passado foi, para 95,3% das escolas públicas municipais, marcado por materiais impressos e orientações por WhatsApp. De acordo com a pesquisa, iniciada em maio de 2020, 43% das redes municipais apontaram materiais impressos como uma das estratégias para seguir o ano letivo. Segundo a pesquisa, 63,3% das redes tinham em seu planejamento começar 2021 de forma remota; 26,3% planejavam iniciar de forma híbrida; 3,8% presencial e 6,6% não havia definido planejamento. Sobre os protocolos de segurança sanitária, 33,9% das redes conseguiram concluí-lo, 59,6% estão discutindo o assunto e 6,5% não iniciaram o processo.
Para os protocolos pedagógicos de volta às aulas presenciais, 70,4% das escolas estão discutindo o assunto, em 22,7% delas o processo já foi concluído e apenas 6,9% ainda não iniciaram. Por fim, a pesquisa trouxe que a formação dos profissionais em temas relacionados à covid-19 foi realidade em grande maioria das redes. Essa prática foca, principalmente, na segurança sanitária e nas tecnologias para ensino não presencial. Além do foco nessas práticas, as escolas visam também a segurança sanitária, tecnologias para ensino remoto e acolhimento e competências socioemocionais.





