Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), coordenados pela Rede de Pesquisa Solidária, realizaram um estudo sobre o Ensino a Distância. A pesquisa foi de março a outubro de 2020 e apontou deficiências na aula online implementada devido à pandemia do novo coronavírus.
A análise trouxe que estados e municípios fecharam o ano letivo com “nota vermelha”. Essa nota se deu por atrasos na implementação do ensino, ineficiência nas ações e descaso nas formas de acesso do estudante à aula, aumentando assim a desigualdade no meio escolar. Em uma escala de dez pontos, as escolas públicas estaduais tiveram média de 2,38. Já nas capitais o ensino público municipal chegou a 1,6.
De acordo com os levantamentos dos pesquisadores, os estados de Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Tocantins são os que mais demoraram para desenvolver uma política de ensino remoto, deixando os estudantes sem aula por quase três meses. Nas capitais a média de atraso foi de 43 dias.
Os números trazidos na pesquisa revelam que, ao longo de 2020, boa parte do ano letivo não foi devidamente estruturado para a maioria dos estudantes de escolas estaduais e municipais. Através dos dados, ficou perceptível que após demora em implementar o ensino a distância, este ainda estava com falhas.





