84% dos alunos do ensino médio afirmam estudar mais na aula presencial

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Segundo uma pesquisa feita pelo Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) em parceria com o Instituto Vox Populi, 84,1% dos alunos do Ensino Médio da rede pública afirmam ter menos horas de estudo no ensino remoto do que nas aulas presenciais. O levantamento foi feito com 600 estudantes, 1.500 professores e 1.500 pais.

A pesquisa também revelou que 42,5% dos estudantes não possuem computador em casa. Pouco mais de 37% dos alunos têm apenas o celular como meio de acessar as aulas. Não possuir um computador ou notebook para as aulas aumenta a dificuldade do acesso.  

Além da falta de tecnologia adequada, o acesso à internet é outro impedimento para o estudo de qualidade. De acordo com um estudo promovido pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), 25% das cidades elencaram a conectividade dos alunos como “alto grau  de dificuldade”. 

A Apeoesp também perguntou se o Estado ou a escola oferecia condições de acesso às plataformas virtuais através de equipamentos, pacotes de internet e suporte. Dos estudantes entrevistados, 63,2% disseram que não receberam nenhum tipo de auxílio. Contudo, segundo a pesquisa, 15% dos professores alegaram receber uma oferta de ajuda e pouco mais da metade não receberam nenhum tipo de oferta de auxílio.

Enquanto os alunos acreditam que tiveram menos horas de estudo, 49,2% dos professores alegam que trabalharam por mais horas no formato digital. Em média, os alunos entrevistados estudaram cerca de três horas por dia. A carga horária de estudo na modalidade presencial varia entre quatro e cinco horas.

Dos entrevistados, apenas 18,7% acreditam que o ensino remoto não prejudicou o desenvolvimento escolar do aluno. Para 63,5% dos pais ou responsáveis, 65,6% dos professores e para 62,5% dos estudantes as aulas onlines prejudicaram muito o ensino dos estudantes.

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