O número de inscrições para o Enem 2021 é o mais baixo em 16 anos. São um pouco mais de três milhões de inscritos, enquanto em 2014 o número chegava a 8,7 milhões. Segundo relatório da Unicef, em novembro do ano passado, havia em torno de 1,5 milhão de jovens com idades entre 15 e 17 anos sem acesso ao ensino no Brasil.
De acordo com uma pesquisa do Datafolha, produzida em maio deste ano, 46% dos pais de estudantes dos ensinos fundamental e médio afirmaram que seus filhos não estavam motivados com os estudos. Para especialistas, ativistas e professores ouvidos pela BBC News Brasil, há uma crescente desconexão entre os jovens e as instituições de ensino e um abismo de desigualdade que aumentou expressivamente com a pandemia, desmotivando os estudantes a prestarem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Segundo um estudo divulgado pela Rede de Pesquisa Solidária, apesar dos esforços da rede pública em melhorar os planos para 2021, a média das notas dadas por pesquisadores para o ensino à distância brasileiro ficou em 5,1. Além de problemas com o meio para levar a aula ao aluno, há também problemas financeiros. As despesas dos estados com a educação caíram 9,1% no ano passado em comparação com 2019.
Para os especialistas entrevistados pela BBC News Brasil, é preciso estar atento às particularidades de cada estudante, para eles o jovem precisa de um maior acolhimento ao longo de seus anos escolares. Através de uma pesquisa lançada pela Fiocruz, a ConVid Adolescentes, ficou perceptível que quase metade dos jovens ouvidos diziam sentir-se preocupados, nervosos ou mal-humorados, na maioria das vezes.
Apesar dos diversos projetos, tanto de escolas quanto de professores, para manter o aluno engajado e confiante de si, é preciso que esses esforços ganhem escala e força para manter o aluno motivado.





