De acordo com um cruzamento de dados escolares, renda média per capita e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), os municípios mais carentes do país registram maior abandono escolar. Os dados foram levantados pelo instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), que faz parte do Indicador de Permanência Escolar.
Os dados do cruzamento se referem aos estudantes entre 16 e 17 anos e são anteriores à pandemia. O Norte e o Nordeste do país são os lugares com maiores índices de alunos fora do ambiente de ensino, com 13,3% e 11,9% respectivamente. Esses números acendem um alerta aos possíveis desafios de manter estudantes nas escolas no ensino remoto e na retomada das aulas.
Segundo dados da Unicef que indicam redução de renda em 56% dos lares entrevistados, cerca de 24% dos estudantes não fazem as atividades remotas porque precisam ajudar a família e 13% das crianças ou adolescentes mencionaram ficar sem comer porque não tem alimento.
De acordo com os levantamentos do Censo Escolar 2020, 89,5% das escolas não voltaram às aulas presenciais e 54,3% dos estudantes não tiveram aulas on-line ao vivo. Através do Censo é possível perceber também um recorde de aprovação. Contudo, o alto índice de aprovação não significa necessariamente maior aprendizagem com o ensino remoto.





