Em uma pesquisa realizada pelo Datafolha, encomendada pelo C6 Bank, revelou que durante a pandemia, para os pais, 64% das crianças se tornaram mais irritadas, ansiosas ou estressadas. O estudo foi feito para medir os impactos da pandemia na educação e os reflexos da quarentena no comportamento das crianças e adolescentes. Segundo os pais entrevistados, 54% dos filhos engordaram na quarentena; 69% se tornaram mais dependentes; 52% ficaram mais tristes e, para 45% dos responsáveis, as crianças passaram a reclamar que se sentem sozinhas.
Foram entrevistados 2.079 brasileiros com mais de 16 anos em todo o país. Desse total, 24% declararam ter filhos entre 6 e 18 anos, destes 15% possuem apenas um filho; 7% dois e 2% três ou mais. Dentre os entrevistados que são pais ou responsáveis, 95% disseram ter sua criança ou adolescente matriculados na escola, sendo 81% na rede pública, 12% nas instituições particulares e 1% não quis ou não soube responder.
Dos estudantes matriculados, 91% tiveram acesso ao ensino à distância. Naqueles que estão em rede particular, o índice chegou a 99%. Quanto aos inscritos na rede pública, o índice chegou a 90%. Quando perguntados como avaliavam o ensino remoto, 38% classificaram como ótimo ou bom; 30% como regular e 31% como ruim ou péssimo. A aprovação é predominante entre os matriculados em escolas particulares.
A aprovação ou reprovação ao ensino remoto muda conforme a idade do estudante. Entre aqueles com idades entre 16 a 18 anos, o índice de aprovação é maior, enquanto para os pais com filhos de 6 a 10 anos a porcentagem chega a 36%.
A pesquisa revelou também efeitos negativos do ensino à distância, como, por exemplo, o maior problema, apontado por 46% dos pais, foi a dificuldade de aprendizagem. Outra queixa dos responsáveis é a perda da capacidade de concentração. Quatro em cada dez afirmam que o filho não consegue se manter atento durante o período de aula.
Através da pesquisa do Datafolha a diferença entre redes de ensino público e privado se tornou mais evidente. As diferenças mais expressivas se concentram nos quesitos falta dos amigos, com 9% das respostas de escolas particulares e 2% de redes de ensino públicas; perda de interesse na escola, tendo 36% na rede pública e 28% nas instituições particulares. A piora na alimentação com a falta de merenda escolar foi apontada por 11% dos pais de escolas públicas e 4% de responsáveis das redes particulares.





