Cresce o número de estudantes com acesso à internet no Brasil

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No ano de 2019, a quantidade de estudantes com acesso à internet, entre 10 anos ou mais, cresceu em 88,1%. Apesar do aumento, os dados do PNAD, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), apontou que 4,3 milhões de alunos não possuem acesso à internet, sendo a maioria alunos de escolas públicas (95,9%). No caso de alunos do setor privado, apenas 174 mil estudantes não tem acesso à rede mundial de computadores.

Dentro do sistema público de ensino são 83,7% de estudantes com acesso à internet. Já no sistema privado quase todos os estudantes possuem conexão. A desigualdade fica ainda maior entre as regiões do país. O Norte e o Nordeste são as regiões com os menores índices. Na rede pública no Norte são 68,4% dos estudantes sem acesso à internet. No Nordeste a porcentagem sobre para 77%. Na rede de ensino privado o percentual de estudantes que acessam a rede mundial de computadores fica acima de 95% em todo o país. 

A desigualdade de acesso aos equipamentos é tão grande quanto a de acesso à rede. Apenas 64,8% dos estudantes de escolas públicas têm celular, e nem todos têm conectividade com a rede. Em 2019, o uso do celular, entre os estudantes, para acessar conteúdos online chegou a 97,4%. No Norte, apenas 47,5% dos alunos de ensino público possuem celular. No ensino privado do país, 92,65% dos estudantes possuem um telefone móvel.

Na área rural o aumento de acesso à rede foi de 55,6%, maior que na área urbana. Entre 2018 e 2019, o percentual de domicílios que utilizavam banda larga móvel, 3G ou 4G, foi de 80,2% para 81,2%. Apesar dos avanços em todo o país, principalmente no Norte e Nordeste, essas regiões ainda possui o menor número de domicílios com acesso à internet. Mesmo que essas duas regiões tenham registrado os maiores avanços entre 2018 e 2019, seus percentuais ainda permanecem baixos comparados com o de outras partes do país.

Em 2019, 39,8 milhões de pessoas não acessaram a internet. A maioria (43,8%) alegou não ter o serviço por não saber navegar na rede. Para 31,6% dos entrevistados a ideia não era interessante, 18% alegaram ter um alto custo e 4,3% disseram que o serviço não estava disponível nos locais que frequentavam. O destaque de pessoas que não acessaram a internet devido ao serviço não estar disponível no local estava no Norte (12,8%). Na região Sudeste esse empecilho representa apenas 2%. O serviço de internet indisponível possui um percentual mais elevado na área rural (10,6%) que na área urbana (1,5%).

Além de dados sobre acesso à internet, foi possível perceber também, através dos dados da PNAD, o uso de diferentes aparelhos. Em 2019 o número de pessoas, com 10 anos ou mais, que tinham celular era de 81%, no ano anterior o número era de 79,3%. Além do celular para acesso à internet, outros dispositivos que tiveram aumento de uso foram o microcomputador (46,2%), seguido pela televisão (31,9%) e tablet (10,9%).

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