Diante do cenário de notícias sobre a possível paralisação dos caminhoneiros em Santa Catarina, na semana do dia 16 de março, proprietários de veículos enfrentaram uma corrida aos postos de combustíveis, formando filas fora do comum. Por outro lado, uma parcela da população não precisou entrar em desespero, já que sua forma de locomoção não depende de gasolina, e sim de energia elétrica.
No início de 2025, mais de sete mil carros elétricos desembarcaram no Porto de Itajaí e foram distribuídos por toda a região. Nos últimos dois anos, concessionárias especializadas nesses modelos foram inauguradas devido à alta procura, enquanto lojas, escolas e empresas passaram a instalar pontos de recarga para os veículos.
No entanto, como os condomínios já existentes estão se adequando a essa nova realidade? Enquanto novos empreendimentos já preveem espaços para carregamento, prédios mais antigos buscam soluções para atender às demandas atuais.
De acordo com Edenir Custódio, síndica de um condomínio em Itajaí, as solicitações para instalação de tomadas começaram recentemente, com seis moradores já possuindo veículos elétricos. Ela afirma que os pedidos são recorrentes, mas, no momento, o condomínio prioriza outras demandas. Com isso, alguns moradores passaram a buscar soluções próprias para carregar seus veículos, como a instalação de pontos de recarga em seus locais de trabalho.
Rodrigo Leite, eletricista, explica que para realizar mudanças na parte elétrica de uma residência, é necessário avaliar o quadro elétrico do condomínio. A partir da análise, é possível desenvolver um projeto adequado às necessidades de cada imóvel. A tomada é instalada na vaga do morador e, em prédios antigos, conectada ao quadro de luz do apartamento, permitindo que o consumo seja cobrado diretamente na fatura individual.
Síndico de oito condomínios em Itajaí, Sergio Domenico comenta sobre o caso. “Prédios com projetos mais recentes possuem ligações nas áreas comuns e contam com medidores individuais. Mensalmente, o zelador realiza a leitura e encaminha à administradora, que inclui o valor na taxa de condomínio”.
Nos sistemas de alimentação dos carros elétricos são realizadas apenas revisões periódicas, pontua Sergio. Entretanto, ele destaca que a principal preocupação relacionada às instalações é o risco de incêndio.





