Depois de escapar do rebaixamento no Catarinense, o Clube Náutico Marcílio Dias inicia uma nova fase com foco total na disputa da Série D do Campeonato Brasileiro. A diretoria promoveu mudanças no elenco, principalmente no setor ofensivo e nas laterais, na tentativa de corrigir falhas que marcaram a campanha estadual.
Segundo o coordenador técnico Silvio de Freitas, o ataque foi completamente reformulado após o baixo rendimento no Catarinense. “Mudamos todo o setor ofensivo. Também fizemos alterações nas duas laterais”, explicou. A expectativa interna é de um time mais competitivo, capaz de brigar por objetivos maiores na competição nacional.
Mesmo com discurso cauteloso, o clube não esconde a ambição. A meta principal é o acesso à Série C, embora o primeiro passo seja garantir calendário para 2027. “O Marcílio nunca entra em uma competição sem pensar em subir, mas precisamos ir etapa por etapa”, reforçou Silvio.
A logística para a Série D, conhecida pelas longas viagens, já está organizada. Conforme o clube, deslocamentos e hospedagens são custeados pela CBF para até 28 integrantes, o que reduz o impacto fora de campo. Ainda assim, o desgaste será um desafio ao longo da competição, que exige viagens frequentes pelo Sul do país.
Cesinha – Créditos: Márcilio Dias
Na análise do jornalista Janio Flavio Oliveira, o momento ainda é de incerteza. Ele avalia que o time não chega mais forte do que no estadual e aponta perdas importantes, como a saída do lateral Vitor Guilherme. “As contratações até agora não empolgam e o planejamento segue sendo um problema histórico”, afirmou.
Janio também criticou decisões tomadas no Catarinense, especialmente a escolha inicial do técnico, que teria contribuído para a campanha irregular e a necessidade de disputar o quadrangular do rebaixamento. Apesar disso, acredita que o Marcílio pode ser competitivo em um grupo considerado equilibrado, que conta com equipes tradicionais da região Sul.
Entre os torcedores, o sentimento mistura cautela e esperança. O representante da torcida Victor de Abreu Brito destaca que a expectativa é por uma campanha segura, com foco inicial na permanência entre os melhores. “A gente tem fé, mas sabe da realidade. A folha salarial é baixa e o elenco ainda está sendo montado”, disse.
Créditos: Marcílio Dias
Victor também cobra mudanças na gestão do clube e acredita que a evolução precisa começar fora de campo para refletir dentro das quatro linhas. Segundo ele, a adaptação às viagens longas e às condições dos gramados será fundamental para o desempenho ao longo da Série D.
O Marcílio Dias está no grupo com os seguintes adversários: Blumenau, São José-RS, Brasil de Pelotas, Azuriz e Cascavel. Quatro equipes avançam à próxima fase. A competição deve começar ainda em abril, com calendário intenso e decisivo para o futuro do Marinheiro.
Com um elenco em reconstrução e pressão por resultados, o clube tenta virar a página após um início de ano turbulento e transformar a Série D em oportunidade de retomada no cenário nacional.
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