Sustentabilidade que não se vê: os bastidores ecológicos da Marejada 2025

Lixeira feita de papelão ondulado e material biodegradável (Foto: Emanuele Correa)

A sustentabilidade da Marejada não é novidade para ninguém, mas o que acontece nos bastidores para que isso seja possível? A festa que teve início dia 02 e vai até dia 19 de outubro está comemorando sua 36ª edição e, quando se trata de meio ambiente, segue sendo uma referência, lembrada principalmente pelos seus copos reutilizáveis comemorativos.

Além dos copos, a edição deste ano acontece com apoio da empresa de papel e celulose Klabin, que realizou a doação de materiais que substituem itens plásticos antes utilizados no evento, como bandejas, potes, papéis antigordura e lixeiras fabricadas em papel e papelão. E ainda com foco na redução de resíduos e na promoção de alternativas ecológicas, a empresa se tornou a maior patrocinadora e também anfitriã do evento.

Bandejas, potes e papéis anti-gordura feitos de papelão e papel ondulado biodegradável (Foto: Emanuele Correa)

Essa mudança ocorreu para que a festa fosse possível, mantendo a pegada ecológica característica do evento. Nas palavras do Diretor Executivo de Turismo de Itajaí, Diego Oliveira:

“O plano em si não mudou, mas o custo que o município tinha com isso era muito alto. Então, a gente estava falando de um plano que custava R$ 150 mil. Se diluir isso pelo período do evento, a gente está falando de quase R$ 9 mil por dia para manter um plano de sustentabilidade. Com o passar dos anos foi ficando caro, e esse foi o ponto de atenção, porque futuramente ficaria inviável fazer um plano sustentável custando tanto. Então, a gente teve que puxar o freio de mão e estruturar isso melhor para que a iniciativa privada tivesse condições de entregar o plano.”

Ações nos bastidores

Uma das principais iniciativas é a coleta e destinação correta do óleo de cozinha utilizado nas operações gastronômicas do evento, realizada por empresas especializadas, como o chef de cozinha do restaurante Lucca Bistrô, Henrique Elvanger, ressaltou:

“Todo reciclável é separado e o óleo é recolhido por uma empresa privada. Essa empresa recolhe o óleo, bonifica o restaurante com um valor, e muitas vezes esse óleo é transformado em sabonete líquido que é utilizado pelo restaurante.”

Somado a isso, o Centreventos Itajaí também possui pontos de coleta seletiva, onde os resíduos são separados entre recicláveis e orgânicos. Existem equipes treinadas no local para orientar os visitantes e realizar a triagem inicial dos materiais descartados.

A empresa Minister é responsável pela separação dos recicláveis. A triagem ocorre nos fundos do Centreventos, onde os resíduos são inicialmente separados em sacos pretos para lixo comum e verdes para recicláveis. Os sacos verdes são abertos e pesados, com materiais como garrafas PET, papelão e vidro, organizados para o recolhimento, enquanto os sacos pretos são destinados a outra caixa para coleta convencional.

Duas lixeiras lado a lado, uma com saco verde indicando materiais recicláveis e outra com saco preto que indica materiais não recicláveis (Foto: Emanuele Correa)

Durante a Marejada, a gestão dos resíduos é realizada pela empresa Ambiental, responsável pela coleta de materiais sólidos comuns, recicláveis e de serviços de saúde. A coleta efetiva é realizada pela mesma empresa durante a madrugada, assegurando a limpeza constante do evento.

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