O HOMEM E O MAR:

a pesca no litoral catarinense

Pesca: uma linha de paixão e desafios

Destaque da primeira competição de pesca esportiva de Itajaí faz da tradição familiar seu legado no esporte

Saúl Neto (Foto: Acervo Pessoal)

por Daniel Fachinelli, Gabriella Maçaneiro e Lívia Alves

A trajetória de Saúl se conecta diretamente com a proposta do 1º Lobo do Mar Fishing Cup, competição de pesca esportiva organizada pela Marina de Itajaí, criada justamente para valorizar histórias construídas ao longo dos anos dentro da pesca esportiva. Mais do que uma disputa, o torneio se tornou um espaço de encontro entre tradição, experiência e a paixão compartilhada pelo mar. Neste ano, Saúl se tornou um dos destaques da competição após a captura de um Dourado-do-mar entre 10 e 18 quilos, peixe de presença marcante nas águas do litoral brasileiro.

Feita de paciência, água e ensinamentos herdados, a história de Saúl começou muito antes da competição. O pescador Saúl Neto passou a entender sobre anzóis e correntezas antes mesmo de o avô lhe ensinar, de fato, os segredos da pesca.

“Todo fim de semana a gente ia para a beira do rio, era a diversão da família, brincar na pescaria. O robalo veio alguns anos depois, quando começamos a pescar com isca natural e, mais tarde, passamos para a artificial. E estamos aí nessa brincadeira até hoje, já faz alguns anos”, comentou Saúl.

Há cerca de 20 anos na pesca esportiva, Saúl enxerga a pescaria como sua primeira paixão. Na pesca esportiva, os pescadores trabalham com o estilo pesque e solte, em que o peixe é apenas capturado e devolvido ao mar, sem sofrimento envolvido.

“Trabalho com transporte, e a pescaria, de um hobby, acabou virando trabalho também. Quando vim do Paraná para Santa Catarina, comecei a levar o pessoal para pescar, e foi aí que a paixão aumentou cada vez mais. Eu gostaria muito de viver só da pesca, mas hoje, infelizmente, ainda não dá”, explicou.

Para Saúl, a pesca vai além do esporte e se tornou parte fundamental da sua rotina e da forma como enxerga a vida.

“A pescaria hoje é tudo para mim. A gente até brinca: ‘Ensine seu filho a pescar que ele nunca vai usar droga’. E não é nem só pelo esporte, mas porque ele vai querer investir cada vez mais na pescaria e ficar mais próximo disso tudo”, adicionou.

Na competição organizada pela Marina de Itajaí, a participação de Saúl vai além da disputa. O torneio reúne histórias, experiências e anos de dedicação de pescadores que carregam na pesca muito mais do que um esporte.

Hoje, transformar a pesca na principal fonte de renda ainda é um desafio, principalmente pelos custos envolvidos e pela instabilidade financeira do setor. Uma vara de pescar ideal pode custar, em média, de R$ 200 a R$ 2 mil. Já a compra de um barco pode ultrapassar os R$ 20 mil.

Foto: Gabi Maçaneiro

A trajetória de Saúl se conecta diretamente com a proposta do 1º Lobo do Mar Fishing Cup, competição de pesca esportiva organizada pela Marina de Itajaí, criada justamente para valorizar histórias construídas ao longo dos anos dentro da pesca esportiva. Mais do que uma disputa, o torneio se tornou um espaço de encontro entre tradição, experiência e a paixão compartilhada pelo mar. Neste ano, Saúl se tornou um dos destaques da competição após a captura de um Dourado-do-mar entre 10 e 18 quilos, peixe de presença marcante nas águas do litoral brasileiro.

Feita de paciência, água e ensinamentos herdados, a história de Saúl começou muito antes da competição. O pescador Saúl Neto passou a entender sobre anzóis e correntezas antes mesmo de o avô lhe ensinar, de fato, os segredos da pesca.

“Todo fim de semana a gente ia para a beira do rio, era a diversão da família, brincar na pescaria. O robalo veio alguns anos depois, quando começamos a pescar com isca natural e, mais tarde, passamos para a artificial. E estamos aí nessa brincadeira até hoje, já faz alguns anos”, comentou Saúl.

Há cerca de 20 anos na pesca esportiva, Saúl enxerga a pescaria como sua primeira paixão. Na pesca esportiva, os pescadores trabalham com o estilo pesque e solte, em que o peixe é apenas capturado e devolvido ao mar, sem sofrimento envolvido.

“Trabalho com transporte, e a pescaria, de um hobby, acabou virando trabalho também. Quando vim do Paraná para Santa Catarina, comecei a levar o pessoal para pescar, e foi aí que a paixão aumentou cada vez mais. Eu gostaria muito de viver só da pesca, mas hoje, infelizmente, ainda não dá”, explicou.

Para Saúl, a pesca vai além do esporte e se tornou parte fundamental da sua rotina e da forma como enxerga a vida.

“A pescaria hoje é tudo para mim. A gente até brinca: ‘Ensine seu filho a pescar que ele nunca vai usar droga’. E não é nem só pelo esporte, mas porque ele vai querer investir cada vez mais na pescaria e ficar mais próximo disso tudo”, adicionou.

Na competição organizada pela Marina de Itajaí, a participação de Saúl vai além da disputa. O torneio reúne histórias, experiências e anos de dedicação de pescadores que carregam na pesca muito mais do que um esporte.

Hoje, transformar a pesca na principal fonte de renda ainda é um desafio, principalmente pelos custos envolvidos e pela instabilidade financeira do setor. Uma vara de pescar ideal pode custar, em média, de R$ 200 a R$ 2 mil. Já a compra de um barco pode ultrapassar os R$ 20 mil.

Mesmo com os altos custos envolvendo o esporte, Saúl acredita que a pesca continua sendo uma experiência que vale a pena para quem está conhecendo a parte náutica do mundo.

“Venha pescar, é só isso. O difícil é dar o primeiro passo, mas depois que você entra no mundo da pesca, vai se adequando, vai aprendendo. Isso vira um vício, uma paixão que não tem cura.

O pessoal pergunta por que a gente usa uma carretilha de R$ 3 mil, uma vara de R$ 2 mil, mas isso vai vindo com o tempo, conforme você vai usando. Ah, mas uma vara de R$ 100 não pega peixe? Pega, claro que pega. É a mesma coisa que comparar um Fusca com uma BMW. Os dois chegam em Curitiba, mas qual vai ter mais conforto?

A gente pesca muito com isca artificial. Então, imagina passar o dia inteiro arremessando com um equipamento pesado. Hoje eu uso um conjunto que pesa cerca de 200 gramas. Não é só luxo, é conforto também. Mas isso a pessoa só entende quando entra nesse mundo e sente a emoção da pesca. É uma coisa maravilhosa”, explicou.

Estar em alto-mar nem sempre traz apenas conquistas. Mesmo com anos de experiência na pesca, há emoções e desafios que nenhum pescador consegue prever ou para os quais consegue se preparar completamente.

“Os peixes de dois dígitos, acima dos 10 quilos, sempre são especiais, trazem uma emoção diferente. Mas a pescaria mais marcante para mim foi quando a minha embarcação afundou. Foi uma tragédia, algo que me marcou muito. Mesmo assim, a gente não sai para pescar apenas atrás do peixe, mas da emoção e do divertimento. Se pegou, pegou. Se não pegou, também está tudo bem. O peixe é consequência da pescaria”, relembrou Saúl.

Experiências como a de Saúl representam justamente o espírito da 1º Lobo do Mar Fishing Cup, competição organizada pela Marina de Itajaí, que neste ano reúne pescadores de todo o Vale do Itajaí e região. A disputa começou em 30 de março e segue até 21 de junho. Mais do que uma disputa, o torneio reúne gerações que carregam no corpo a rotina do mar, da espera e da linha esticada na água. Cada captura deve ser registrada em foto e apresentada na Marina em até 24 horas para a medição oficial.

O campeonato é dividido em três categorias, cada uma com premiações em diferentes valores. Os campeões garantem R$ 1 mil, enquanto os segundos colocados recebem R$ 500, além de brindes oferecidos pela marca parceira do evento, Lobo do Mar.

“Um dos pilares estratégicos da Marina em Itajaí é fomentar a cultura náutica, que é definida não apenas pelo ato de possuir um barco, mas pelo uso do mar como forma de lazer. O planejamento a médio e longo prazo é acostumar a população ao contato com a água, seja através da pesca, vela ou canoagem, para que as futuras gerações vejam o barco como uma ferramenta de diversão”, acrescentou o presidente da Marina, Carlos Gayoso.