Por Giovanna Pegoraro, João Victor Sagás, Luciano Mesadri e Thiago Facchini
Em 102 anos de existência, diversas pessoas protagonizaram grandes momentos no Clube Náutico Marcílio Dias, sejam atletas, treinadores, diretores ou torcedores. Entre os anos, nomes se destacaram e possuem uma assinatura em letras maiúsculas na história do Marinheiro.
A reportagem ‘As décadas do centenário rubro-anil‘ conta um pouco dos momentos dessas pessoas que fizeram história quando vestiram a camisa do Marcílio Dias, seja entre as quatro linhas, no canto do campo ou fora dos gramados.
O Marinheiro vive atualmente a 11ª década e, com auxílio de pesquisadores, um ou mais nomes importantes para o clube foram escolhidos para representar cada período. Alguns deles, ídolos, como Levir Culpi, representando a 7ª década, e Schwenck, da 10ª década.
Há também outros nomes, que acabaram caindo no esquecimento, como o artilheiro Idésio, da 4ª década, e dos irmãos Lila Heusi e Mazinho, que representam a 3ª década, estes que conquistaram os três primeiros títulos do Marinheiro.
A subjetividade do tema gera, também, discordância entre pesquisadores, jornalistas e ex-atletas entrevistados. Porém, não significa que os escolhidos sejam os melhores de cada década de Marcílio Dias, mas cada nome tem uma história marcante vestindo a camisa do clube.
Escolher apenas alguns destaques para falar de 102 anos de Marcílio Dias é, na verdade, impossível, e inevitavelmente grandes nomes ficaram de fora do elenco montado.
Apesar de não estarem entre os escolhidos, Totinha, Renato Abreu, Aquiles, Renê, Wanildo, Rosemiro, Leandro Branco e tantos outros também possuem grande destaque quando o tema é Marcílio Dias.
Ao todo, 12 pessoas concederam entrevista à reportagem, incluindo pesquisadores, jornalistas, ex-treinadores e ex-atletas do time e adversários. Além deles, diversas pessoas auxiliaram na produção com informações relacionadas ao clube.
1ª década (1919 – 1928)
No dia 17 de março de 1919 nascia o Clube Náutico Marcílio Dias por iniciativa de três jovens apaixonados por regatas. Allyrio Gandra, Gabriel João Collares e Victor Emmanuel Miranda são os responsáveis pela criação do Marinheiro.
Segundo o jornalista e diretor de Memória e Cultura do Marcílio Dias, Fernando Alécio, que também é autor de livros que contam a história do Marinheiro, o clube foi fundado na antiga sede da Sociedade Guarani. Conforme registrado na ata de fundação, o objetivo era criar um ‘clube náutico’.
Por sugestão de Ignacio Mascarenhas Passos, o clube recebeu o nome de Marcílio Dias em homenagem ao marinheiro que sacrificou a vida na batalha naval do Riachuelo, em 1865. De acordo com a pesquisa de Alécio, a decisão foi unânime na escolha do nome do clube.
A primeira diretoria contava com a presença de dois dos três jovens fundadores. Miranda exercia o cargo de segundo tesoureiro e Collares era o diretor de Galpão.
Os fundadores foram inspirados na criação do clube náutico por conta do primeiro campeonato de remo, sediado em Florianópolis no ano anterior à criação do Marcílio Dias.
“Os fundadores eram funcionários do correio de Itajaí. Entre os três, o que mais teve relação com o Marcílio Dias foi o Gabriel Collares”, afirma Alécio. Segundo o jornalista, ele permaneceu morando em Itajaí e atuando no clube até a morte em 1977.
O diretor de Memória e Cultura do Marcílio Dias comenta ainda o paradeiro dos demais membros, porém, reforça que Collares era o mais próximo do Marinheiro.
“Miranda foi para Joinville, mas eventualmente participava de algum evento do clube, porém estava mais distante. De Alyrio Gandra pouco se sabe, mas, conforme consta, ele teria falecido ainda jovem no Rio Grande do Sul”.
Fernando Alécio
Gabriel Collares foi presidente do clube em 1957 e a herança marcilista foi repassada para o filho Jose Luiz Collares, que também foi presidente do Marinheiro, entre os anos 1962 e 1964.
“Ele (Collares) sempre teve a preocupação de preservar a história do clube. Por várias décadas os troféus do Marcílio Dias ficavam guardados na casa dele”, diz.
Alécio conta ainda que o futebol do Marcílio Dias começou no dia 10 de maio de 1919, ano da fundação. O time surgiu após ser incorporado com o Itajaiense, clube antigo do município. O primeiro jogo ocorreu em agosto daquele ano.
Em 1921 o Marcílio Dias chegou a participar da fundação de uma liga. Segundo Fernando Alécio, ela não teve futuro por causa das condições precárias do transporte à época.
2ª década (1929 – 1938)
Um interessante detalhe entre as primeiras décadas do futebol é a permanência longeva de jogadores em um único time. Conforme explica o pesquisador Gustavo Melim Gomes, na época, raramente os atletas trocavam de clube.
A permanência por ‘amor à camisa’ se refletia em diversas equipes do futebol brasileiro. Nas primeiras décadas de história do Marcílio Dias, a característica também era presente. A trajetória do ex-zagueiro do Marinheiro José Werner, o Currú, é parecida.
Foram 13 anos dedicados a defender as cores do Marcílio Dias. Currú vestiu a camisa rubro-anil entre 1928 e 1941. “Na época os jogadores ficavam apenas em um time, tinham o chamado ‘amor à camisa’. Os atletas não trocavam de clube tão facilmente”, explica Gomes.
Além disso, a tradição passou de pai para filho. Também conhecido como Currú, o filho do ex-zagueiro do Marcílio Dias defendeu, assim como o pai, as cores do Marinheiro. Ele jogou no time na década de 1950.
O jornalista Fernando Alécio afirma que tanto o pai quanto o filho eram apaixonados pelo Marcílio Dias. Currú (filho) chegou a morar, inclusive, dentro do estádio Dr. Hercílio Luz, trabalhando como zelador. A paixão pelo Carnaval também era presente na vida do ex-atleta.
Gustavo Gomes diz que o ex-zagueiro (pai) foi um dos primeiros jogadores a conquistar um título vestindo a camisa do Marcílio Dias. “Foi um dos primeiros atletas campeões. Um dos primeiros campeonatos que teve, ele estava presente e foi campeão pelo Marcílio Dias”, conta.
3ª década (1939 – 1948)
Uma história curiosa que aconteceu no Marcílio Dias entre 1938 e 1944 é a dos irmãos que praticavam mais de uma modalidade. Arno Mário Heusi, o Lila Heusi, e Osmar Heusi, o Mazinho, atuaram juntos vestindo a camisa do clube. Além disso, eles eram tenistas.
Na modalidade das raquetes, foram bicampeões estaduais pelo Marcílio Dias e, no futebol, estiveram presentes nos três primeiros títulos do clube. Conquistaram o municipal, em 1938, e o Campeonato do Vale do Itajaí, em 1939 e 1944.
De acordo com o jornalista Fernando Alécio, a pouca diferença de idade oportunizava os irmãos a jogarem juntos. Além disso, eles tinham outro familiar que chegou a atuar no clube.
“Em 1944, o outro irmão, Waldir, também chegou a jogar no time com eles, mas os craques mesmo eram Lila Heusi e Mazinho”.
Fernando Alécio
Além do Marcílio Dias, Mazinho jogou no CIP em um breve período em 1937, mas depois retornou ao Marinheiro, se destacando com a camisa rubro-anil.
O time da 3ª década contava também com o atleta Totinha, que conquistou os mesmos títulos que Lila e Mazinho.
Em fevereiro de 2021, a Quadra 1 de tênis da Sociedade Guarani foi nomeada como ‘Osmar Heusi e Arno Mário Heusi (Mazinho e Lila)’, em homenagem aos ex-tenistas.
4ª década (1949 – 1958)
Mesmo com pouco reconhecido e lembranças, Idésio marca a história do Marcílio Dias, sendo artilheiro do time até os dias atuais. Natural de Itajaí, ele nasceu em 1937 e iniciou a carreira nas categorias de base do Marinheiro.
Criado por família humilde, Idésio foi emancipado em 1953, aos 15 anos, para ser atleta profissional de futebol. Na categoria principal, começou a carreira no Lauro Muller. Após deixar o time de Itajaí, fechou contrato com o Carlos Renaux, de Brusque.
Foi apenas em 1957 que Idésio voltou a vestir a camisa rubro-anil. Além de conquistar inúmeros campeonatos pelo Marinheiro, ele se tornou o maior marcador de gols da história do clube.
“Em 1957, o Idésio veio para o Marcílio Dias e virou a lenda que é hoje em dia. É o maior artilheiro, isolado, ninguém consegue chegar perto dele, e ganhou diversos títulos”, afirma o pesquisador Gustavo Melim Gomes.
Segundo dados de Gomes, Idésio marcou mais de 150 gols pelo Marcílio Dias, sendo uma média de aproximadamente 0,7 gols por jogo. O isolamento na artilharia é provado quando comparado com o segundo colocado da lista de maiores marcadores, sendo cerca de 110 gols marcados pelo segundo lugar.
Durante a carreira no Marinheiro, Idésio chegou a fazer testes no Flamengo e despertou interesse de diversos clubes do futebol brasileiro. Segundo Gomes, o ex-atacante não fechou contrato com o time carioca por causa do valor pedido pelo Marcílio Dias.
“Ele chegou a fazer testes no Flamengo e lá entrou no lugar de Dida, que foi reserva do Pelé na Copa do Mundo de 1958, porém o Marcílio Dias pediu alto demais e o Flamengo acabou não comprando o atleta”, conta.
Idésio deixou o Marcílio Dias em 1963 para jogar no Metropol, de Criciúma. E foi vestindo a camisa do clube carvoeiro que ele também se tornou o maior artilheiro da história do Metropol.
O então atacante voltou ao Marcílio Dias em 1969, porém jogou por pouco tempo, até se aposentar dos gramados. “Naquela época, atletas com 30, 35 anos já encaminhavam o fim da carreira no futebol”, esclarece Gomes.
O ex-goleiro do Paysandu e Carlos Renaux na década de 1960, Valdir Appel, que também já atuou no Vasco da Gama, lembra dos confrontos dentro de campo contra Idésio. Atualmente, aos 75 anos, Appel mora em Brusque com a família.
“Na minha lembrança, o Idésio era o centroavante nato, o artilheiro, o cara que fazia gols. Não era um jogador de técnica, mas era um atleta decisivo na área”, conta Valdir Appel.
Revirando os inúmeros registros do acervo particular guardado em casa, sendo centenas de recordações em cadernos armazenados em caixas, Valdir Appel lembra com carinho dos momentos vividos no futebol catarinense na década de 1960.
O ex-atleta disputou várias edições do Campeonato Catarinense e confrontos direto contra o Marcílio Dias. Segundo ele, o time do Marinheiro à época apresentava um bom futebol.
“Na minha memória, o Idésio era 'o centroavante', aquele atleta que eu não espero que seja driblador. Ele simplesmente era decisivo. Caia no pé dele, ele finalizava”.
Valdir Appel
O ex-goleiro possui guardado um álbum de figurinhas dos atletas que atuaram em uma das competições estaduais em Santa Catarina na década de 1960. Além de Appel, no almanaque está também o artilheiro Idésio.
Apesar do nome de Idésio estar marcado na história do Marcílio Dias, sendo o maior artilheiro que já vestiu a camisa rubro-anil, o ex-atleta faleceu em 2003, com poucos holofotes e reconhecimento.
5ª década (1959 – 1968)
E por falar em artilheiro, Heitor Martinho de Souza, o Ratinho, também possui destaque pela atuação no Marcílio Dias. Com ‘faro de gol’, o ex-atacante do Marinheiro foi responsável pelo gol que sacramentou o título estadual de 1963, o primeiro do clube.
“O grande Marcílio Dias foi o da década de 1960, em que rivalizou com o Metropol em finais de campeonatos estaduais. Tinha um time fantástico. Foi esse time que ganhou o torneio Luiza Mello, que depois o Delfin (ex-presidente da FCF) transformou em título estadual”, diz o jornalista Roberto Alves, da NSC TV.
A última partida da competição – que garantiu o título – foi disputada contra o Carlos Renaux e o Marinheiro venceu por 4 a 1. Os autores dos gols foram Renê (2x), Aquiles e Ratinho, que marcou o quarto, confirmando o primeiro título do Marcílio Dias no Campeonato Catarinense.
De acordo com o pesquisador Gustavo Melim Gomes, Ratinho está entre os cinco maiores artilheiros do clube e teve um papel fundamental desde a chegada no time. Idésio e Ratinho chegaram a jogar juntos no início da década de 1960.
“Depois que o Idésio deixou o Marcílio Dias, o Ratinho teve a função de manter o ataque funcionando, e ele conseguiu fazer isso muito bem”, afirma.
Ratinho atuou nas categorias de base do Fluminense de Joinville e defendeu a camisa do Marcílio Dias entre os anos 1963 e 1966, sendo o primeiro clube profissional do atleta.
Em 1966 ele deixou Itajaí para atuar na Portuguesa, sendo também destaque na Lusa. Deixou o time paulista em 1973 para jogar no São Paulo. No tricolor, foi vice-campeão Brasileiro de 1973 e vice-campeão da Libertadores de 1974.
Ratinho retornou a Santa Catarina em 1976 para atuar no Joinville até a aposentadoria. Após ‘pendurar as chuteiras’, seguiu trabalhando com futebol e morando em Joinville.
O ex-atleta faleceu em 2001, aos 58 anos, em um grave acidente de trânsito em Araquari (SC), em que morreram, também, esposa, nora e três netas de Ratinho.
No acervo particular, o ex-goleiro Valdir Appel guarda a edição do dia 20 de março de 1964 do jornal O Globo. Uma matéria publicada na edição trazia os três melhores atletas de cada posição no Campeonato Catarinense de 1964.
Além de Appel – na época conhecido como ‘Chiquinho’ – dado como melhor goleiro da competição, Ratinho também aparece na lista, como um dos melhores pontas-esquerdas do campeonato.
Idésio, que chegou a ser companheiro de Ratinho no Marinheiro, mas aquele ano atuava pelo Metropol, também aparece na lista do jornal, como um dos melhores meias ponta de lança (meia-armador/centroavante) da competição.
Valdir Appel recorda também dos confrontos que teve dentro dos gramados contra o ex-atacante. “Ratinho era muito habilidoso. Ele ia ao fundo [do campo] toda hora e tinha uma arrancada impressionante”, diz.
O ex-goleiro afirma também que, na época, os atletas que mais se destacavam como ponta tinham uma jogada semelhante. Segundo Appel, o estilo de jogo de Ratinho não era diferente.
“Os bons pontas dos anos 1960 e 1970 eram os que iam para cima do lateral, cortavam para a linha de fundo e colocavam na área. Não tinha muito isso de driblar e carregar a bola”, relembra.
Além de serem conhecidos nos gramados catarinenses, Valdir Appel e Ratinho se enfrentaram também em outros locais do Brasil.
Quando Ratinho vestiu a camisa da Portuguesa, época em que, segundo Appel, fez uma ótima atuação, os dois se enfrentaram. O jogo foi recordado pelo ex-goleiro.
“Eu joguei uma partida com ele quando eu estava no Ceub, de Brasília, e ele na Portuguesa. Era o Ratinho na ponta-direita e o Badeco no meio-campo”, afirma.
6ª década (1969 – 1978)
O início da década de 1970 não foi positivo para o futebol catarinense de maneira geral. Diversos clubes de Santa Catarina faliram, e no Marcílio Dias a situação não foi diferente. Inicialmente, o objetivo era ficar apenas um ano fora do futebol, mas acabaram sendo quatro. Então, o Marinheiro se licenciou entre os anos 1970 e 1973.
O Marcílio Dias retornou ao futebol profissional em 1974, ainda com dificuldades para reestruturar o time. Nesta época, segundo o jornalista Fernando Alécio, há dois nomes que tiveram um papel essencial na reconstrução do Marinheiro: Tico Coelho e Wilson Almeida.
Quem estava à frente do clube era o então presidente Abdon Fóes. Coelho era o técnico e Almeida era diretor de futebol. Sem recursos para montar um time para disputa do estadual naquele ano, jogadores do futebol amador de Itajaí foram ‘recrutados’ para jogar a competição.
De acordo com Alécio, a dupla tem grande responsabilidade no retorno do futebol marcilista. “Essas pessoas foram fundamentais para o retorno do Marcílio Dias”, conta.
O jornalista Roberto Alves lembra das dificuldades que o Marcílio Dias passou no início da década de 1970, incluindo problemas internos.
“Foi uma época muito difícil para o Marcílio Dias, com aquela história do estádio, de ‘pertence a prefeitura ou pertence o Marcílio Dias?’ (sic). O Marcílio Dias não conseguia se recuperar, não conseguia voltar a ser aquele time que era”.
Roberto Alves
Com o Marinheiro disputando a competição com atletas oriundos do futebol amador itajaiense, o Campeonato Catarinense teve o Figueirense como campeão e o Internacional de Lages na segunda colocação.
O campeonato estadual em 1974 iniciou com dois quadrangulares, chaves A e B. O Marcílio Dias estava na Chave A, com Figueirense, América e Chapecoense. Na Chave B estavam Avaí, Internacional de Lages, Caxias e Palmeiras de Blumenau.
Os dois melhores qualificados de cada grupo (Figueirense e Internacional de Lages) decidiriam o título. Com as dificuldades, o Marinheiro terminou na oitava colocação.
Segundo Roberto Alves, atualmente o Marcílio Dias também vive um período de reconstrução no futebol. “Estamos em um novo processo de recuperação do Marcílio Dias, que já chegou à Série D do Brasileiro e que já voltou ao campeonato principal no estadual. Itajaí não pode ficar sem o futebol profissional do Marcílio Dias”, opina o jornalista.
Por fim, Alves afirma que acredita no futuro do futebol do Marinheiro, mas crê que não será que forma instantânea. “Vai demorar um pouco para ser aquele time que conhecemos nos anos 1960. Com dificuldades ou não, o Marcílio Dias sempre foi uma grande expressão do futebol catarinense e do futebol sul-brasileiro”, finaliza.
7ª década (1979 – 1988)
Em 1988 o técnico Levir Culpi, muito conhecido no futebol brasileiro, teve uma breve – porém marcante – passagem pelo Marcílio Dias, logo no início da carreira como treinador.
Culpi iniciou os trabalhos no canto do gramado como técnico do Juventude em 1986. Depois seguiu para Atlético Paranaense (hoje Athletico), até chegar no Marinheiro, sendo seu terceiro time como treinador.
Com o passar dos anos, Levir Culpi foi ganhando cada vez mais destaque no comando técnico, assumindo também o Criciúma, outra equipe treinada por ele em Santa Catarina.
Apesar de ter chegado à elite do futebol nacional, treinando clubes como São Paulo, Fluminense, Santos, Atlético Mineiro e tantos outros, Culpi lembra com carinho da passagem pelo Marcílio Dias.
Segundo o técnico, que atualmente mora no Japão e comanda o Cerezo Osaka, a passagem pelo Marcílio Dias em 1988 foi positiva. “Se você vai bem em algum lugar, você conta com as coisas boas. Quando você vai mal, você também soma na carreira e aprende muitas coisas. Tudo acumula como estudo, como conhecimento”, afirma.
No comando do Marinheiro, Levir Culpi conquistou a Taça Carlos Cid Renaux, equivalente ao primeiro turno do Campeonato Catarinense à época. A final foi disputada contra o Joinville.
No primeiro jogo, o Marcílio Dias venceu por 1 a 0, com gol de Wilson, e, no segundo, o empate em 3 a 3 consagrou o único título do clube sob comando de Levir Culpi. Na época, o time foi apelidado de ‘Siri-Mecânico’.
O técnico dá os créditos ao elenco que tinha, dizendo que foi uma boa passagem pelo comando do time, que na época contava com nomes de destaque, como o de Rosemiro, ídolo do clube.
“A passagem que tive no Marcílio Dias foi muito legal. Eu tinha ótimos jogadores nas mãos. Os jogadores eram bons e fizemos uma campanha boa. O time jogava bem, era brilhante, poderia encarar qualquer um”, afirma.
Natural de Curitiba, Levir Culpi diz que é grato pela passagem por Santa Catarina e lembra que o município de Itajaí era perto de sua cidade natal, facilitando na logística de retorno para casa.
“Aprendi muito com jogadores e comissão técnica. É um lugar que sou grato por ter passado. [Itajaí] é tão perto de Curitiba, é só subir a serra que já estamos lá. Santa Catarina também foi um estado que agradeço muito a oportunidade de ter trabalhado”.
Levir Culpi
O técnico lembrou também do trabalho extracampo e das dificuldades para aperfeiçoar o futebol à época, como a qualidade do gramado. Segundo ele, a observação nos detalhes sempre foi uma das características particulares como técnico.
“Era uma briga constante que tínhamos [no Marcílio Dias]. Hoje em dia, normalmente, temos o gramado em bom estado. Comecei a me envolver nisso, acredito que temos que trabalhar nessas coisas que podem melhorar o futebol”, conta.
Além disso, Levir Culpi cita Telê Santana, um técnico que também possuía características semelhantes as dele. “O grande Telê Santana observava algumas coisas de campo, vestiário, enfim… Eu não sei de quem aderi, mas também tinha isso desde o início da minha carreira”.
Ídolo do clube, Culpi foi homenageado em 2018 durante o intervalo de um jogo. Ele foi recebido no gramado pelo ex-presidente Lucas Brunet e ganhou uma camisa com o número 88, fazendo referência ao ano em que foi treinador do Marinheiro. O técnico recebeu também uma placa em homenagem ao trabalho prestado no Marcílio Dias.
O ex-meio-campista Edemar Luiz Aléssio, o Palmito, ex-atleta que fez parte do elenco de 1988, arranca elogios ao falar do trabalho que Culpi exerceu como técnico do Marcílio Dias. “Acredito que foi um dos grandes treinadores do futebol brasileiro, uma pessoa que conquistou grandes títulos. Foi o melhor treinador que tive na minha carreira”, afirma.
Palmito lembrou também dos detalhes e características de observação de Levir Culpi como treinador. “Ele se preocupava com toda a estrutura do clube, no caso do Marcílio Dias, em 1988, ele ajudou a montar a equipe e a estruturar o clube. Foi uma pessoa que veio com uma ‘cabeça nova’, pensamentos diferentes no futebol, trabalhos modernos”, relembra.
Não foi apenas no Marcílio Dias que Palmito e Levir Culpi trabalharam juntos. O ex-meio-campista, que tem passagens por diversos clubes de Santa Catarina, como Brusque, Chapecoense e Joinville, trabalhou junto com Culpi no Criciúma.
“Tive a felicidade de no ano seguinte (1989) trabalhar no Criciúma com o Levir. Na época, o Criciúma montou praticamente a equipe que foi campeã da Copa do Brasil. Fomos campeões estaduais, também em 1989”, diz.
Por fim, Palmito voltou a elogiar Culpi, dizendo que tem muita admiração pelo trabalho do técnico do Cerezo Osaka, e que ele deixa também um legado no futebol.
“É um treinador que é acima da média, que conhece muito de futebol e fez grandes passagens pelos clubes que esteve. É uma pessoa que tenho admiração muito grande. Além de ser um ótimo profissional, é também uma pessoa muito boa, que tem deixado seu legado no futebol”.
Edemar Luiz Aléssio, o Palmito
Em 2018, a camisa do Siri-Mecânico, time que conquistou a Taça Carlos Cid Renaux em 1988, voltou à tona. Em homenagem ao retorno ao Campeonato Brasileiro de futebol, o Marcílio Dias lançou um uniforme semelhante com aquele usado pelo time comandado por Levir Culpi.
8ª década (1989 – 1998)
Com mais de 500 jogos vestindo a camisa do Marcílio Dias, o ex-lateral-esquerdo Carlos Alberto do Nascimento, o Carlinhos do Parque, marca década no Marinheiro. Atualmente com 63 anos e morando em Itajaí, ele relembra momentos marcantes com a camisa rubro-anil.
Carlinhos do Parque atuou pelo Marcílio Dias entre 1976 e 1993, com uma pausa em 1984. “A principal marca do Carlinhos é realmente essa: ter sido o atleta que mais entrou em campo com a camisa do Marcílio Dias”, afirma o pesquisador Gustavo Melim Gomes.
Em entrevista à reportagem, Carlinhos do Parque lembrou seus jogos mais importantes com a camisa do clube. Segundo o ex-lateral, a conquista do torneio incentivo, em 1980, é uma das principais lembranças boas com a camisa do Marinheiro.
Além disso, Carlinhos cita a conquista de taças em diversas fases do Campeonato Catarinense como de muita importância na carreira do ex-atleta.
“A passagem pelo clube foi de grande importância. Através do Marcílio Dias tive a oportunidade de contratos com outros clubes, conhecer lugares e culturas diferentes, e em uma dessas [passagens], chegando a ser campeão do interior, no Campeonato Gaúcho”, conta.
Segundo Karla, filha de Carlinhos, o apelido do ex-atleta surgiu pois, quando criança, ele jogava futebol no Parque Dom Bosco, localizado próximo à Igreja Dom Bosco, em Itajaí. Assim, o apelido ‘Carlinhos do Parque’ permaneceu até mesmo como atleta profissional.
Além disso, o ex-lateral avalia a passagem pelo Marinheiro como ‘satisfatória’. “Com essas idas e vindas no futebol catarinense, tive a oportunidade de encerrar a carreira no Marcílio Dias, na primeira divisão”, diz.
No dia 24 de março de 2019, ano do centenário do Marcílio Dias, Carlinhos foi homenageado antes da partida contra o Metropolitano, no estádio Dr. Hercílio Luz. Ele recebeu uma placa e a camisa do centenário com o número 500.
No mesmo ano, em 25 de abril, o ex-lateral recebeu uma moção de congratulação e reconhecimento na Câmara Municipal de Itajaí. A proposta foi de autoria do então vereador José Acácio da Rocha. Vestindo a camisa do centenário, ele foi homenageado e também discursou na tribuna do Legislativo.
9ª década (1999 – 2008)
Nome conhecido do futebol catarinense, Mauro Ovelha marca década no Marcílio Dias. Além de jogador do Marinheiro em 1998, o técnico gaúcho assumiu o clube em 2007, comandando o time até 2008.
Apesar de ser natural do Rio Grande do Sul, Ovelha tem destaque na carreira quando se trata das passagens pelo futebol catarinense. Ele foi treinador de diversos clubes no estado, como Avaí, Metropolitano, Brusque, Concórdia e Joinville.
Foi, também, técnico da Chapecoense no início da ascensão do clube do Oeste de Santa Catarina, quando ainda disputava a Série D do Brasileirão.
“Eu acredito que minha passagem em Santa Catarina é vitoriosa, e eu fico muito feliz com isso. Em relação ao Marcilio Dias, também muito feliz por ter contribuído com a história do clube”, diz.
Pelo Marinheiro, Mauro Ovelha conquistou dois títulos. Um deles foi a Copa Santa Catarina de 2007, que seria disputada em oito clubes, mas com a desistência de Guarani de Palhoça, Juventus e Brusque, apenas cinco times restaram na competição.
Chapecoense, Joinville, Figueirense e Avaí foram os adversários do Marinheiro naquele ano. Com a vitória nos dois turnos da competição, o time comandado por Mauro Ovelha se consagrou campeão da Copa Santa Catarina pela primeira vez.
“Fui muito feliz na minha passagem pelo Marcílio Dias, pela tradição e pela identificação que o torcedor tem com o clube. Realmente é uma torcida muito apaixonada”, conta.
Além desse título, Ovelha conquistou, em dezembro de 2007, a Recopa Sul-brasileira, torneio em que a equipe disputou graças ao título da Copa Santa Catarina.
A competição reuniu quatro clubes, campeões de torneios em seus estados. Além do Marcílio Dias, JMalucelli (Copa Paraná); Juventus (SP) (Copa FPF); e Caxias (Copa FGF) disputaram o campeonato.
O Marinheiro venceu o Caxias na final pelo placar de 4 a 1 e Mauro Ovelha conquistou o segundo título como treinador do Marcílio Dias. O campeonato foi disputado em Curitiba, sendo jogo único por fase.
A competição é lembrada com carinho por Ovelha. Segundo ele, a final do torneio é um dos jogos mais marcantes como técnico do Marcílio Dias. “Foi uma grande partida. Saímos de lá (Curitiba) com um título importante para nós e para o clube. Nessa minha passagem, foi o jogo que mais me marcou”, diz.
Além disso, o treinador lembra que um dos fatores que o fazem classificar a final da Recopa Sul-brasileira como um dos jogos mais marcantes no comando do Marinheiro foi a presença do torcedor marcilista, que compareceu em grande número em Curitiba para prestigiar o clube.
No segundo ano de Mauro Ovelha como treinador do Marinheiro, o time disputou ainda o estadual e a Série C do Campeonato Brasileiro. “Fico feliz de ter trabalhado no Marcílio Dias, pela identificação. É muito bom para o profissional trabalhar no clube. Isso contribuiu muito na minha carreira”, afirma.
Por fim, Ovelha falou da carreira no futebol catarinense, em que coleciona títulos e anos de disputa de campeonatos, por diversos clubes de Santa Catarina.
A segunda passagem de Mauro Ovelha como treinador do clube foi em 2016, quando impediu que o Marcílio Dias fosse rebaixado para a terceira divisão do estadual.
10ª década (2008 – 2018)
Destaque no futebol catarinense, o ex-atacante Schwenck é um dos mais recentes ídolos do clube. Natural da cidade do Rio de Janeiro, ele iniciou a carreira na categoria de base do Nova Iguaçu, fez sucesso em clubes do futebol nacional e brilhou também em Santa Catarina, com passagens de destaque no Marcílio Dias e Figueirense.
Para o jornalista Caetano Oliveira, a 10ª década do Marinheiro representa uma das piores da história do clube, em que ocorreram dois rebaixamentos, em 2012 e 2015, e a oitava colocação na Série B do Campeonato Catarinense em 2016.
“A década 2009 a 2018 representa um dos piores momentos da história do Marcílio Dias. O clube chega ao fundo do poço em 2016, quando quase é rebaixado para a Série C do Campeonato Catarinense. Se fosse rebaixado, talvez não teríamos mais o clube”, afirma.
Oliveira diz, porém, que a passagem de Schwenck pelo Marcílio Dias é marcante quando considerado os jogos memoráveis do ex-atacante no clube. Apesar de terem sido poucos jogos pelo Marinheiro, ele afirma que foram partidas memoráveis.
“[A 10ª década] foi um momento também de pouco protagonismo no futebol. O Schwenck vem como um dos jogadores que mais se aproximou do status de ídolo na década e, talvez, no século 21”, opina.
Schwenck tem três passagens pelo Marinheiro, iniciando no clube em 2014 e deixando o Marcílio Dias em 2015. Retornou em 2017 e, após uma breve passagem, seguiu para o futebol goiano. Encerrou a carreira vestindo a camisa rubro-anil em 2018.
“O Marcílio Dias foi um clube que ficou marcado na minha carreira. Foi o time que mais temporadas joguei. Um clube que fiz o meu encerramento de carreira. O Marcílio Dias sempre ficará na minha história como atleta”, afirma Schwenck.
Durante a carreira, o ex-atleta chegou a jogar pelo Cruzeiro e Botafogo, com passagens por empréstimo também pelo Goiás e por clubes de Israel e Coreia do Sul.
Após ‘pendurar as chuteiras’, Schwenck começou a carreira como técnico, no Carlos Renaux, pela Série C do Campeonato Catarinense. Foi responsável por auxiliar na classificação do time de Brusque para a Série B do estadual, mas não chegou a concluir a competição como treinador do clube.
O ex-atacante do Marinheiro guarda boas memórias da atuação com a camisa rubro-anil, assim como os torcedores. Em 2014, Schwenck protagonizou uma virada para cima do Avaí, partida em que o ex-atleta considera uma das mais importantes pelo Marcílio Dias.
“Perdíamos de 2 a 0 em um estádio lotado. Heroicamente fizemos uma virada épica para 3 a 2, em que tive a oportunidade de fazer dois gols. Até hoje em dia o torcedor lembra do jogo como um dos mais marcantes da história do Marcílio Dias”, relembra.
Caetano Oliveira também cita a partida contra o Avaí como um dos jogos marcantes da década. Segundo o jornalista, o Marcílio Dias, que estava fora de qualquer divisão do Campeonato Brasileiro, enfrentou o Avaí, time que estava prestes de disputar a Série A.
“Schwenck foi extremamente importante. Esse jogo da virada contra o Avaí é um jogo marcante para o torcedor do Marcílio Dias. Estamos falando de 2014, fazem sete anos e até hoje em dia lembramos como foi o jogo, tendo o Schwenck como protagonista”, conta.
Com quatro anos como atleta do Marcílio Dias, Schwenck decidiu permanecer em Itajaí após de aposentar do futebol. Ele reside junto com a família no município.
Como jogador, em Santa Catarina o ex-atacante vestiu a camisa de seis clubes. Além do Marcílio Dias, jogou por Figueirense, Criciúma, Joinville, Almirante Barroso e Internacional de Lages, totalizando mais de oito anos no futebol catarinense.
“Em todos esses clubes fui artilheiro da equipe e, por isso, sempre me destaquei nas equipes que atuei. Fico muito feliz de estar no estado de Santa Catarina, tanto que estou com minha família até hoje em dia em Itajaí”, diz Schwenck.
Por fim, o jornalista Caetano Oliveira afirma que, apesar das dificuldades na 10ª década de história do Marinheiro, o clube viveu bons momentos com a presença de Schwenck em campo.
“Eu acredito que o Schwenck tem uma participação importante nessa década do Marcílio Dias, que é uma década muito pobre, mas sempre que o Schwenck estava em campo, era certeza que teríamos um time competitivo, com a possibilidade muito grande de gol”, finaliza.
11ª década (2009 – atualmente)
Atualmente um dos nomes de destaque elencados pelo torcedor marcilista é o de Magrão. O zagueiro vem conquistando espaço e marcando nome na história do clube. Ele chegou em Santa Catarina em 2018 e atuou, por empréstimo, no Brusque.
Naquele ano, foi um dos titulares no título do Brusque na Série D do Campeonato Brasileiro, sob comando de Waguinho Dias, ex-técnico do Marinheiro. No ano seguinte, retornou ao Marcílio Dias e, desde então, conquista o carinho do torcedor.
Anteriormente, Magrão havia atuado apenas por clubes do estado de São Paulo, iniciando a carreira no futebol profissional no Noroeste, em 2007. Chegou ao Marcílio Dias após vestir, durante três anos, a camisa do São Caetano.
Ele afirma que quando chegou em Itajaí já escutava falar da torcida do Marinheiro, dada como ‘apaixonada pelo time’. “Quando cheguei no Marcílio Dias, ouvi muito sobre a torcida. Não esperava que seria tão bem recebido como fui”, diz.
Magrão entrega o carinho da torcida ao que classifica como um bom trabalho que está desempenhando dentro de campo.
“Consegui fazer um bom trabalho no campo e ter uma sequência de jogos que fizessem com que esse carinho aumentasse a cada dia mais. É algo que vou levar para o resto da minha vida”.
Gabriel Bordin Vieira Santos, o Magrão
O zagueiro do Marcílio Dias lembrou ainda de alguns momentos que marcam sua passagem pelo clube. O atleta citou dois jogos. Um deles foi a partida entre Marcílio Dias e Chapecoense, disputada no estádio Dr. Hercílio Luz em fevereiro de 2019, pelo Campeonato Catarinense.
O Marinheiro venceu o jogo por 2 a 0. Segundo Magrão, a partida o marca muito, pela dificuldade do jogo. “Dá até um arrepio em lembrar. Foi uma partida muito difícil, contra uma equipe muito grande. Fizemos um excelente jogo e a nossa torcida fez uma grande festa”, conta.
Após o segundo gol do Marinheiro, a torcida acendeu os celulares e realizou um ‘mosaico’ de luzes na arquibancada.
Apesar de não ter conquistado o título, Magrão lembra também com carinho da final da Copa Santa Catarina em 2019, disputada contra o Brusque. O Marcílio Dias era dado como um dos favoritos à conquista do torneio, mas perdeu a final nos pênaltis, em casa, para o rival.
“Infelizmente não fomos campeões, mas foi muito marcante pela presença da torcida, pelo jogo, pela forma que se desenhou aquela final e, também, por disputar uma final pelo Marcílio Dias”, afirma.
Mesmo com a derrota, o Marinheiro teve diversas chances de gol e dominou a partida, empurrados pelos torcedores presentes na final em Itajaí, que lotaram o estádio. O Marcílio Dias teve o maior número de público na competição, dobrando o número de torcedores no estádio do segundo colocado.
“Mesmo não conquistando o título, foi muito marcante. O Marcílio Dias é muito grande e merece disputar finais. Tive o privilégio de disputar essa final e vou levar para vida toda, pelo público, pelo jogo e pela campanha que fizemos naquele ano”, conta.
O atleta diz que o maior desejo com a camisa do clube é conquistar um título e ‘coroar’ o trabalho realizado nos últimos anos. “É algo que desejo e temos trabalhado muito para conquistar um título e realizar esse sonho. É um sonho mesmo, conquistar um título pelo Marcílio Dias. Precisamos coroar esse trabalho. Esse é meu desejo a ser realizado”.
Por fim, ele reforça que não esperava viver um momento de protagonismo e destaque como atleta após 30 anos de idade, sendo mais de dez como jogador profissional.
“Nunca tinha sido recebido assim. São mensagens [de torcedores] que recebo todos os dias. Será inesquecível. Sou muito grato a Deus por me proporcional algo tão bom de se viver, ainda mais agora, com mais de 30 anos de idade”, finaliza.
Para o jornalista Celio Bruns Jr., Magrão é um dos destaques atuais do Marinheiro, com diversas características dentro de campo. “Vejo o Magrão como um líder positivo no Marcílio Dias. É um zagueiro firme, porém leal e que se impõe pelo ótimo posicionamento dentro de campo e pelo porte físico”, diz.
Bruns traz ainda detalhes do atleta dentro dos gramados e afirma que Magrão é um dos principais atletas do clube.
“É um jogador muito bom nas bolas aéreas e que também sabe ser técnico. Acredito que ele seja um dos maiores símbolos da reconstrução do clube e a torcida se sente representada por seu capitão dentro de campo. Inclusive, nem a curta passagem pelo Brusque foi capaz de arranhar sua idolatria por parte dos torcedores rubro-anis”, opina.
1ª década (1919 a 1928): Gabriel Collares, Victor Miranda e Alyrio Gandra
2ª década (1929 a 1938): Currú
3ª década (1939 a 1948): Lila Heusi e Mazinho
4ª década (1949 a 1958): Idésio
5ª década (1959 a 1968): Ratinho
6ª década (1969 a 1978): Tico Coelho e Wilson Almeida
7ª década (1979 a 1988): Levir Culpi
8ª década (1989 a 1998): Carlinhos do Parque
9ª década (1999 a 2008): Mauro Ovelha
10ª década (2009 a 2018): Schwenck
11ª década (2019 a atualmente): Magrão
Com 15 nomes de destaque, o Marcílio Dias guarda anos de história na memória de muitos torcedores, atletas e dirigentes. Muitos dos citados já faleceram e alguns possuem mais lembranças que outros. Porém, conforme consta no início da reportagem, todos possuem uma assinatura com letras maiúsculas na história do Marinheiro.
Estudante de Jornalismo
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Esta reportagem foi produzida na disciplina de Narrativas Multimídias I, do curso de Jornalismo da Univali, sob orientação do professor Vinicius Batista.