Construções que carregam história
Por: Bernardo Roa, Fernanda Amaral e Marcos Costa
A cidade de Itajaí, no estado de Santa Catarina, completou 165 anos de história. Durante esse tempo, milhares de pessoas passaram pelo município, que atualmente possui cerca de 287.289 habitantes, segundo a estimativa feita pelo IBGE em 2024.
Por volta de 1850, onde hoje é o centro da cidade, existiam cerca de 50 ou 60 casas, à beira do rio, feitas de barro e cobertas com palha ou folhas. A precariedade econômica dos moradores era notável, e o conhecimento que possuíam, em termos de construção, era o da época colonial, como casas de sapê e trançados que impediam a entrada da água. Tijolos e telhas já eram fabricados, mas a condição de muitos não permitia a compra. Apenas uma das casas era feita de pedra, ocupada pelo comerciante e chefe político mais forte da região.
No final do século XIX, com a criação da colônia Doutor Blumenau, imigrantes alemães e italianos chegaram na cidade. Por serem da Europa, continente com países já avançados em questões industriais, esses imigrantes trouxeram uma bagagem de conhecimento e potencial cultural, o que contribuiu com o desenvolvimento do município. Eles vieram para trabalhar na colônia, muitos já desenvolvidos em profissões. Alguns, mais empreendedores, observaram a região do porto como um bom lugar para investimentos e a criação de comércios.
Aos poucos, se estabeleceram na cidade como professores e artesãos. Com o conhecimento que tinham, os artesãos fabricavam sapatos e itens de alfaiataria, dando início ao próprio comércio e construindo moradias de alto nível nas duas principais ruas da cidade: Rua Municipal (atual Lauro Muller) e Rua do Comércio (atual Pedro Ferreira). Na época do império, os sobrados eram construções típicas, com o comércio na parte de baixo e a residência na parte superior.
Entre os imigrantes que se estabeleceram em Itajaí, estão personagens que se tornaram importantes na época, mas hoje são pouco comentados. Famílias que são mencionadas quando se fala de um assunto: os casarões da cidade. São eles: Bauer, Burghardt, Malburg e Konder. Essas construções são vistas e admiradas a todo momento, mas a maioria das pessoas desconhece o passado e a história desses lugares.
Família Konder
A família Konder é uma das raízes das famílias teuto-brasileiras de Santa Catarina.
Marcos Konder Sênior nasceu em 05 de março de 1854, na localidade de Schweich, perto de Trier, na Alemanha. Filho de Mathias e Elisabeth Konder, católicos conceituados na região de Mosela. A família exercia as profissões de agricultor e de tecelão. Com 16 anos, Marcos conseguiu uma vaga de professor na escola hibernal em Langen, carreira interrompida pela guerra de 1870. Mais tarde, foi lecionar na região conhecida como montanhas do Eifel, na Alemanha.
O alemão Nicolau Malburg, quando estava em viagem no país, contratou Marcos como professor de seus filhos, em razão de não estar satisfeito com o ensino oferecido na cidade em que morava. Assim, Marcos chegou em Itajaí aos 19 anos de idade. Nas folgas, auxiliava Nicolau no comércio, e chegou a se tornar seu procurador, ocupando a direção geral da empresa quando o chefe estava fora.
Não demorou para Marcos Konder integrar a elite social de Itajaí na época. Nas horas vagas, participava de eventos na cidade, onde conheceu Adelaide Flores. A moça era filha mais nova do coronel José Henriques Flores, chefe político do Partido Conservador, e de Maria Clara Breves da Silveira Flores. Casaram-se em 1875, quando Adelaide tinha 15 anos. O casal se estabeleceu na cidade e, ao longo dos anos, teve nove filhos: Evelina (Lili), Arno, Marcos Jr., Adolpho, Victor, Maria, Adelaide, Elisabeth e Marieta, a caçula.
Morte de Marcos Konder
A saúde de Marcos Konder Sênior piorou em 1898, levando-o a buscar tratamento médico na Alemanha. Apesar de ter sido hospitalizado, veio a falecer no dia 30 de maio de 1898, aos 44 anos. Evelina foi acolhida pela família do médico Emil Dehn e permaneceu com eles até a chegada de seu irmão Arno para acompanhá-la de volta ao Brasil. Durante a estadia, Evelina conheceu Schweich e os parentes paternos.
O corpo de Marcos, embalsamado, retornou a Itajaí. Foi levado para a residência que ele idealizou e que foi praticamente inaugurada com sua chegada. Por vontade da esposa Adelaide, gostaria de ser enterrado na terra natal, mas a decisão local foi pelo sepultamento em Itajaí.
Apesar de nunca ter exercido cargos políticos eletivos, Marcos atuou como substituto de juiz de Direito de Itajaí. Também participava ativamente da comunidade, apoiando instituições filantrópicas, igrejas e escolas, além de contribuir financeiramente para causas locais. Descrito como vigoroso, um tanto seco, mas de bom humor entre os íntimos, cultivava ironia e mantinha o ambiente familiar leve.
A Casa Konder
Ao sair da Companhia Malburg, Marcos Konder Sênior abriu uma loja na Rua Municipal (hoje Lauro Müller). A ação marcou o início de suas atividades comerciais. Apesar de dificuldades iniciais e uma tentativa frustrada no Rio de Janeiro, voltou a Itajaí e montou um escritório de comissões e despachos. Aos poucos, começou a exportar madeira e produtos coloniais, adquiridos em colônias como Brusque e Blumenau. O sucesso comercial permitiu que a família adquirisse o prédio de Pedro Müller e, posteriormente, os terrenos às margens do Rio Itajaí-Açu. No local foram instalados trapiche, armazéns e depósitos.
A casa abrigava Adelaide Konder e seus filhos. As filhas Evelina, Adelaide, Elisabeth e Marieta, após o casamento, também residiram ali com seus maridos. Muitos netos de Marcos e Adelaide nasceram lá. Além de ter sido residência da família Konder, a estrutura fez parte de outras histórias: em 1910, foi sede do Comitê Civilista Pró-Rui Barbosa, atividade política; Na década de 50, em uma das salas, funcionou a Biblioteca do Centro Cultural; Um dos primeiros sebos de Santa Catarina e pioneiro em Itajaí, a livraria “Casa Aberta”, também passou pelo local.
Na década de 60, o comércio da família teve fim. A casa Konder não pertence mais à família.
Tombamento
Em 1980, a Casa Konder foi adquirida pela Caixa Econômica Federal. As primeiras restaurações foram feitas na época. Mais tarde, em 1988, uma parceria foi feita com o Município de Itajaí e o espaço se tornou sede do Arquivo Histórico e Espaço Cultural. Em 2001, o arquivo foi transferido para a Casa Lins.
A casa é um patrimônio tombado desde 2001. Recentemente, passou por uma nova restauração, com o intuito de manter o bem em boas condições e preservar a memória do lugar. Em parte das paredes, se vê a pintura antiga, feita à mão.
O espaço terá fins culturais, com galerias de arte e salas de oficinas. Um café/bistrô, também é planejado.
Legado
A história da família Konder está intimamente ligada ao desenvolvimento de Itajaí, tanto na economia quanto nas áreas sociais e políticas. Marcos Konder Sênior e seus descendentes ocuparam espaço relevante no município catarinense e, hoje, são lembrados por contribuições significativas à cidade, eternizados em homenagens e registros históricos. A trajetória da família marcou a “Pequena Pátria”, como o próprio Marcos denominava sua cidade adotiva.
Família Malburg
Em Itajaí, a história dessa família teve início com o imigrante alemão Nicolau Malburg, filho de João Malburg e Anna Scholzem. Natural de Schweich, Renânia-Palatinado, Nicolau nasceu em 25 de janeiro de 1832 e veio ao Brasil ainda jovem. Em 1858, se estabeleceu em Gaspar como professor. Ainda no mesmo ano, Nicolau se casou com Catharina Haendschen, vinda de uma família de alemães estabelecida em São Pedro de Alcântara, próxima à cidade de Palhoça, em Santa Catarina. Os dois tiveram muitos filhos: Leopoldo, Carlos, Adélia, Hulda, Nicolau (Nicolauzinho), Emília e Bruno Ferdinando.
De Gaspar, Nicolau se mudou para Itajaí, onde em 1960 fundou a Cia Comércio e Indústria Malburg S/A, que se tornou uma das maiores empresas do estado. “Malburg” ilustra o início do comércio exportador da região, que se dá através da madeira. Com espírito empreendedor, ele decidiu construir as próprias embarcações para exportar mercadorias para o Rio de Janeiro, e importar produtos de lá. A primeira se chamava Hulda, um dos primeiros veleiros construídos na cidade.
Na época, Nicolau Malburg era o empresário mais forte economicamente. Era proprietário de um grande terreno, situado em duas esquinas no centro da cidade: na Rua do Comércio, hoje Pedro Ferreira, e na atual Rua Manoel Vieira Garção. No lado norte, foi construída a residência e também comércio da família. A Casa Comercial de Secos e Molhados vendia louças e cristais estrangeiros, azeite, vinho do Porto e tecidos. Após o falecimento de Nicolau Malburg, em 1890, Nicolauzinho assumiu a direção da Casa Comercial. Mais tarde, com a morte de Nicolauzinho, Bruno Ferdinando assumiu os negócios.
Em 1876, Nicolau foi nomeado agente dos serviços de colonização. Ele participou de forma ativa nas atividades políticas e sociais de Itajaí e contribuiu para a feitos importantes: A construção do Hospital de Santa Beatriz, hoje demolido, e a compra da primeira casa que acomodou a Câmara de Vereadores.
A Morte de Nicolau Malburg
Nicolau Malburg faleceu em 8 de maio de 1890, com pouco mais de 50 anos, devido a um câncer na garganta. Ele estava no Rio de Janeiro, de onde seguiria para a Alemanha. Seu corpo foi embalsamado e transportado para Itajaí a bordo de um de seus veleiros, como havia pedido. Ao Visconde de Taunay, ele disse: “Quero dormir no seio de minha verdadeira pátria”
A família Malburg lidou com muitas mortes precoces. Alguns filhos de Nicolau e Catharina faleceram ainda pequenos. Outros, ainda jovens, antes dos 50 anos. Nicolauzinho, que assumiu a empresa, foi um dos filhos que faleceu jovem, deixando dois filhos.
O Casarão Malburg
Bruno Ferdinando nasceu em 25 de outubro de 1873. Se casou com Elisabeth Reiser, com quem teve 12 filhos. Foi ele quem contratou o arquiteto Reinhold Roenick, que fez a construção da Casa Malburg. A obra foi finalizada em 1915 e o casarão abrigou a família até 1937, ano que se tornou sede da Cia Malburg S/A. A casa também foi hotel, de 1938 à 1948, para a família Strenzel.
A morte precoce e súbita dos Malburg, inclusive de Bruno Ferdinando, em 1918 aos 45 anos, levou a gerência do comércio para as mãos de Bonifácio Schmitt, um empregado de confiança. Bruno Arthur, filho de Bruno Ferdinando e Elisabeth, também ajudou nos negócios. Ele veio a falecer aos 34 anos.
Em 1960, a Cia Malburg faliu. Foi um baque para a cidade, visto que a empresa era grande e de muita seriedade. Se tinham alvos, mas não se tinha capital para lidar com gastos e dívidas. Assim, se declarou a falência.
Tombamento e restauração
Com a falência da empresa, a casa começou a se deteriorar por abandono e falta de manutenção. Até que, em 1988, foi criada a comissão “pró-reconstrução do Casarão Malburg”. A restauração foi feita de 1989 a 1992, incluindo a construção de um prédio anexo, para abrigar a sede regional da Receita Federal.
O imóvel foi tombado em 2001 pela Fundação Catarinense de Cultura e pela Prefeitura de Itajaí através do Decreto nº 5.909 de 27 de abril de 1999.
A casa de Bruno Malburg
A construção teve início em agosto de 1930, na esquina da Rua Dr. José B. Malburg com a Rua Cônego Tomás Fontes. A casa foi construída sobre alicerces de pedra chata. Hoje, a casa pertence à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.
Legado
A história dos Malburg é marcada pelo investimento no comércio exportador, o que contribuiu para o desenvolvimento de Itajaí. Com sua participação na vida política e social na cidade, Nicolau fez parte de decisões relevantes para a época. A importância da empresa Malburg ficou evidente com a falência dos negócios, um baque para a comunidade local.
Hoje, a casa que abrigou a família ainda se destaca. A estrutura chama a atenção de quem está nas ruas e guarda histórias que muitos não conhecem, sendo muito mais do que “apenas um casarão”.
A família Burghardt tem início com August Heinrich Ernest Henry Hundt, imigrante e negociante alemão. Ele se casou com Matilde Bauer Hundt e se mudou com ela para a casa no início do século XX.
Uma curiosidade é que “Hundt”, em alemão, significa “cachorro”, então Matilde passou a ser conhecida na cidade como Dona Cachorrinha. Ela não gostava, mas acabou aceitando o apelido.
A morte de August Hundt
Em 1903, August fez uma viagem à Alemanha e veio a falecer na cidade de Hamburgo. Sua esposa manteve os negócios. Mais tarde, em 1910, ela se casou com Nicolau Burghardt e passou a utilizar o sobrenome que deu nome à casa. Matilde faleceu em 1955. A família Burghardt não teve herdeiros, visto que Matilde não teve filhos em nenhum dos casamentos.
Casa Burghardt
Localizada na atual Rua Lauro Muller, a casa foi construída em 1902 pelo arquiteto Reinhold Roenick. O proprietário August Hundt aproveitou a estrutura para instalar o comércio de secos, molhados e armarinhos no térreo, a “Casa de Louça de Harry Hundt”. No primeiro andar e no sótão, era a residência do casal.
No ano de 1960, a casa foi ocupada pelo Seares Bar, ponto de referência na cidade até 1970. Depois, a casa ficou fechada até ser adquirida pela empresa Votorantim, que não chegou a ocupar o espaço.
Tombamento e restauração
A casa foi doada ao município pela Cia Votorantim. Em dezembro de 1998, foi tombada como Patrimônio Histórico e Cultural de Itajaí. As restaurações iniciaram em janeiro de 1999. Após a conclusão, a Fundação Cultural de Itajaí e a Galeria Municipal de Arte, situada no térreo, foram inauguradas no dia 5 de novembro.
Legado
A casa Burghardt representa um dos mais expressivos edifícios ecléticos do estado. A construção está inserida no conjunto urbanizado das ruas Lauro Muller e Pedro Ferreira, um marco no nascimento e desenvolvimento do município de Itajaí.
Família Bauer
A família Bauer tem suas raízes na Alemanha, mais precisamente no vilarejo de Kirchzell. Os acnestrais mais antigos da família são Franz Bauer e Regina Mechler, que viveram na Baviera no século XVIII.
Anos depois, em 1860, Johann Balthasar Bauer – neto de Franz e Regina – emigrou para o Brasil acompanhado de seu filho (Johann Filho) e sua enteada Maria Anna Schwab. Desebarcaram no Porto de São Francisco do Sul (SC) em uma leva de imigrantes que se estabeleceram na Colônia Dona Francisca, hoje Joinville.
Eles passaram por momentos difíceis tanto na colônia quanto em Brusque, cidade que se mudaram e tiveram que enfrentar a fome cara a cara. Somente na década de sessenta, século XIX, que Johann Filho, que mudaria seu nome para João Bauer, conseguiu juntar uma grana e se mudou para Itajaí. Lá estabeleceu suas raízes e virou um dos personagens históricos da cidade
A partir daí, a família Bauer tornou-se um dos alicerces de Itajaí. João Bauer, seu filho João Bauer Jr. e seus netos Arno Bauer e Paulo Bauer foram algumas das figuras históricas e políticas mais importantes da região.
João Bauer: Trabalhou em Joinville, onde foi vereador, presidente do Conselho e também foi Intendente do Município, em Brusque. Em Itajaí, tornou-se um empresário de grande porte com negócios em diversos setores da economia regional inclusive.
João Bauer Jr: Primogênito de João Bauer, além de seguir os passos do pai sendo vereador, também foi sócio diretor da empresa Bauer & Cia, representante nacional da Standard Oil Company, e representante dos automóveis Cleveland para toda Santa Catarina.
Arno Bauer: O filho do meio de João Bauer Jr. foi empresário do setor de navegação, fundador e sócio da empresa Bauer & Cia, dirigente do Clube Náutico Marcílio Dias e Banda Doze de Outubro, prefeito indicado (1933) além de sócio-fundador/dirigente do INCO – Banco do Commercio e Industria de Santa Catharina.
Paulo Bauer: Neto do empresário João Bauer foi dirigente do Diretório Municipal do PDS (Partido Democrático Social) e da ARENA (Aliança Renovadora Nacional). Além disso, foi vereador e presidente da Câmara entre os anos de 1947 a 1950 e se elegeu a prefeito de Itajaí, onde comandou o município por seis anos (1951-1956).
A morte de João Bauer
João Bauer, o patriarca da família, faleceu aos 82 anos de idade, na cidade de Brusque. A data de sua morte é 30 de abril de 1931.
Casarão Bauer
Localizada nas esquinas das ruas Pedro Ferreira e Prefeito Paulo Bauer com a rua Samuel Heusi, um pedaço da arquitetura neoclássica brasileira se encontra com as paredes externas descascadas e encardidas. Parte dessas imperfeições na aparência do Casarão Arno Bauer foram causadas pelas ações do tempo, mas elas se mantiveram até hoje graças ao descuido e descaso do poder municipal com a cultura arquitetônica local.
Dezesseis anos após a sua edificação, em 1940, a Família Bauer comprou a casa – daí vem seu nome – e criou raízes em Itajaí. Os Bauer tinham uma holding – a Companhia Comércio e Navegação Bauer – onde se instalaram a primeira agência da cidade para vendas de caminhões da Chevrolet e o depósito de mercadorias a serem embarcadas nos navios para os portos de Santos, Rio de Janeiro e Recife.
O lado da construção que fica de frente para o Rio Itajaí-Açu era utilizado como depósito de mercadorias que seriam enviadas por meio das embarcações da Bauer & Cia. para outros portos brasileiros. Já a parte superior, era constantemente locada para terceiros, entre eles, o Ginásio Itajaí, que foi inaugurado em 1947 e iniciou suas atividades no casarão com apenas duas séries.
Tombamento e restauração
A construção que antes hospedava a Bauer & Cia foi tombada em 2001, pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC). O prédio se encontra em um constante período de reformas, com tapumes cercando os arredores da construção e marcas do tempo que continuam expostas para todos que passam por perto. A ideia de uma revitalização é frequentemente discutida, tanto pela família quanto pelo poder público de Itajaí mas, até o momento, pouco foi feito.
Legado
Mesmo com o desmanchar da empresa Bauer & Cia. no final dos anos 60, a Casa Bauer é a única que continua na posse da família original. Os últimos descendentes de João Bauer não seguiram os negócios da família e já não vivem em Itajaí.
A família teve entre seus descendentes Paulo Bauer e Arno Bauer, figuras marcantes no cenário de grandes empreendimentos e na política de Itajaí. Seus feitos estão marcados nos anuários da cidade
Esta reportagem foi produzida na disciplina de Narrativas Multimídias II, do curso de Jornalismo da Univali, sob orientação do professor Vinicius Batista.